Melasma: quando as manchas na pele vão além da estética
Dra. Gislene Emerick
Médica Dermatologista
CRM 19.134-PR RQE 18441
- 15/10/2025
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Sou a Dra. Gislene e hoje quero falar sobre um tema muito comum nos consultórios dermatológicos: o melasma. Essa condição se manifesta por manchas escuras, geralmente no rosto — principalmente nas bochechas, testa e buço — e é causada por um aumento na produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. Embora não ofereça risco à saúde, o melasma pode impactar muito a autoestima e exige cuidados contínuos.
Por que o melasma aparece
O melasma tem múltiplas causas, e entender seus fatores é essencial para controlar o quadro. Entre os principais, estão:
Predisposição genética — histórico familiar aumenta a chance de surgimento;
Exposição solar — é o principal agravante, mesmo com proteção parcial;
Alterações hormonais — muito comum durante gravidez, uso de anticoncepcionais ou reposição hormonal;
Calor e luz visível — além dos raios UV, o calor e a luz de telas também podem estimular a pigmentação.
Como identificar
As manchas do melasma têm tonalidade amarronzada e bordas irregulares. Costumam aparecer de forma simétrica e podem variar conforme a exposição solar. Diferente de outras manchas, o melasma não descama, não coça e tende a escurecer facilmente quando não é protegido do sol.
Diagnóstico correto
O diagnóstico é clínico e feito pelo dermatologista. Em alguns casos, utilizamos exames de imagem, como a luz de Wood ou a dermatoscopia, para identificar a profundidade das manchas (se são mais superficiais, dérmicas ou mistas), o que ajuda a direcionar o melhor tratamento.
Cuidados diários e prevenção
O sucesso do tratamento depende muito dos hábitos de cuidado. É essencial:
Usar protetor solar todos os dias, mesmo em ambientes internos;
Evitar exposição solar prolongada;
Preferir filtros solares com cor, que protegem também contra a luz visível;
Manter a pele bem hidratada e limpa;
Seguir corretamente as orientações médicas, sem suspender o tratamento por conta própria.
Tratamento do melasma
- Uso de clareadores tópicos prescritos;
- Sessões de peelings químicos;
- Laser e luz intensa pulsada (em casos específicos e sob indicação médica);
- Controle hormonal quando necessário;
- Proteção solar rigorosa, com reaplicação ao longo do dia.
Conclusão
O melasma não tem cura definitiva, mas pode ser controlado com disciplina e acompanhamento dermatológico regular. O segredo está em associar tratamento médico, proteção diária e paciência — já que os resultados acontecem de forma gradual. Cuidar da pele é também cuidar da autoestima, e cada caso merece uma abordagem personalizada.
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